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A Lei do Inverno: o que a perda nos ensina.

No seu aclamado romance de estreia, Gemma Ventura Farré convida-nos a escutar o silêncio do luto, e a descobrir nele uma certa forma de renascimento.

A Lei do Inverno é uma dessas obras ímpares que nos devolvem a capacidade de sentir com profundidade. Escrito num registo íntimo e poético, o romance acompanha uma jovem que vela o avô e que, entre memórias e visões, descobre que as presenças mais intensas podem sobreviver mesmo na ausência. Gemma Ventura Farré, vencedora do Prémio Josep Pla, constrói uma ode delicada ao que não se vê: os laços que persistem, as vozes que ainda nos guiam, a luz que permanece mesmo quando alguém parte.

Num tempo em que o luto tende a ser apressado ou silenciado, o livro recorda-nos a importância de abrandar e permitir que a dor exista. O inverno, metáfora central da obra, ensina-nos que há ciclos que exigem recolhimento e escuta, e que só aceitando a perda podemos verdadeiramente renascer.

A autora enviou-nos recentemente um vídeo dirigido aos leitores portugueses, que vos convidamos a ver e ouvir no nosso Instagram. Mais do que um incentivo à leitura do livro, a autora deixa-nos um convite sincero a abrirmos espaço para todas as emoções, inclusive as mais difíceis.

Ler A Lei do Inverno é reconhecer que o amor continua a sussurrar, mesmo quando o mundo parece silencioso. É um livro que nos toca, nos abranda, e nos lembra que sentir profundamente também é uma forma de viver e, sobretudo, que a literatura é um bálsamo nos momentos em que o coração mais precisa de companhia. A literatura cura.

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