Procurar :

Atualmente, esta secção não inclui nenhum conteúdo. Adicione conteúdo nesta secção usando a barra lateral.

Image caption appears here

Add your deal, information or promotional text

Posso apresentar-lhe uma amiga?

Doces leitores da Alma dos Livros,

Desta vez, escrevo-vos em nome próprio. Chamo-me Matilde e faço parte da equipa de Comunicação e Marketing da Alma dos Livros. Embora o meu nome não costume aparecer por aqui, vou escrevendo artigos, newsletters e outros textos que vão encontrando aqui (e acolá no TikTok).

Hoje, porém, apeteceu-me deixar de lado a voz da editora e apresentar-me como leitora. Ou, iniciando o tópico que me traz aqui, como amiga de alguém que conheci em março e de quem, desde então, tenho lido todos os e-mails e, mais recentemente, passagens do seu diário (tudo com consentimento, claro!).

Confesso-vos que, no início, foi estranho conhecer apenas uma versão da história, por meio dos e-mails que ela escrevia. Contudo, não é isso que acontece tantas vezes? Os amigos contam-nos sempre a sua versão dos acontecimentos, que pode, intencionalmente ou não, não estar a uma distância segura da verdade.

Passada essa reserva inicial, deixei-me conquistar por completo. Eu sou uma pessoa de rotinas, gosto de alguma previsibilidade e esquivo-me do caos. Ela? Vive de braços dados com ele. Doces leitores, esta minha amiga é caótica! Nunca consigo prever o que vai acontecer. Deixa-me constantemente incrédula: faz coisas que roçam a ilegalidade; diz o que não deve; e, pior ainda, nem sempre consegue dar a volta por cima. Sim, sim! A vida dela não é um daqueles filmes em que tudo acaba bem. Às vezes, o caos só gera mais caos. E, curiosamente, outras vezes, até a ausência de caos acaba por favorecer... mais caos.

Todavia, não é o desastre permanente da vida dela que me fascina. É a forma como, mesmo quando tudo corre mal, em cada reviravolta, em cada «não faço ideia do que fazer agora», ela nunca deixa de ser quem é (nem mesmo quando ficou presa, grávida, numa sebe em plena invasão de propriedade e viu a residente nua pela janela). Continua autêntica. Imperfeitamente autêntica. Indesculpavelmente ela própria. E isso, doces leitores, é uma coisa rara.

É preciso uma coragem enorme para sermos nós próprios. E talvez uma pontinha de insensatez para continuarmos a sê-lo num mundo que insiste em dizer-nos para fazer o contrário.A par disto, também tenho pensado no privilégio que é cruzarmo-nos com personalidades como esta minha amiga. Ou, quem sabe, talvez todos tenhamos um bocadinho dela. Espero que sim, a vida é muito mais divertida dessa forma.

Se ficaram curiosos, não precisam de aguardar mais: apresento-vos Coco Pinchard. Ao longo de A Vida Nada Secreta de Coco Pinchard, O Casamento (quase) Perfeito de Coco Pinchard e A Vida, O Amor e outros Desastres de Coco Pinchard vão conhecê-la tão bem quanto eu. Depois, logo me contam se não ficaram rendidos.

   

Deixe um comentário

Os comentários serão aprovados antes de serem apresentados.