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EM PRÉ-VENDA • RECEBA A 26 DE AGOSTO DE 2026
Um retrato intemporal da solidão, da injustiça e do desejo profundamente humano de sermos vistos.
Akáki Akákievitch vive como se não existisse.
Funcionário público humilde e solitário, passa os dias a copiar documentos numa repartição de São Petersburgo, ignorado e ridicularizado pelos colegas. Ninguém repara nele. Ninguém imagina que, por detrás daquela figura apagada, existe um homem capaz de sonhar.
Quando o seu velho capote deixa de o proteger do frio implacável, Akáki é obrigado a poupar tudo o que pode para comprar um novo. Durante meses, abdica das pequenas comodidades da sua já singela vida e deposita naquele objeto todas as suas esperanças. Para ele, o capote será muito mais do que uma peça de roupa: será a possibilidade de se tornar alguém.
E, por um breve instante, o impossível acontece. Akáki é finalmente visto, respeitado e convidado a pertencer ao mundo dos outros. Até que uma noite altera o rumo da sua existência, expondo a fragilidade da condição humana.
Este volume reúne O Capote, O Nariz, O Retrato e Diário de um Louco, quatro das narrativas mais célebres de Nikolai Gógol nas quais a ironia, a compaixão e uma profunda crítica social se combinam para criar alguns dos contos mais marcantes da literatura universal.
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SOBRE O AUTOR:
Nikolai Gógol nasceu em 1809, na região de Poltava, na atual Ucrânia, então integrada no Império Russo. Filho de uma família de pequenos proprietários rurais, cresceu num ambiente marcado pela tradição, pelo folclore e pelas histórias populares, elementos que viriam a influenciar profundamente a sua obra.
Autor de alguns dos textos mais importantes da literatura russa, Gógol destacou-se pela forma singular como combinou humor, absurdo, fantasia e crítica social. Nas suas histórias, retratou a burocracia, a vaidade, a ambição e a solidão humana com uma ironia tão feroz quanto compassiva.
Considerado um dos fundadores dos clássicos russos, exerceu uma influência decisiva em autores como Fiódor Dostoiévski, Ivan Turguéniev e Mikhail Bulgákov.
Morreu em Moscovo, em 1852, deixando uma obra breve, mas profundamente inovadora, que continua a revelar, por detrás do grotesco e do fantástico, as contradições mais universais da condição humana.
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