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Paixões reais: o lado íntimo da História.

Em A História Secreta dos Reis de Portugal, o amor não é o protagonista, mas aparece, inevitavelmente, como parte da condição humana. Entre batalhas, alianças políticas, intrigas palacianas e decisões que moldaram o país, surgem afetos, desejos, perdas e relações, que ajudam a compreender melhor quem foram, afinal, os homens e mulheres por trás da coroa.

Este não é um livro sobre romances idealizados. É um retrato vivo e muitas vezes cru de um poder exercido por pessoas reais, com virtudes, fraquezas e contradições. O amor surge aqui não como promessa de felicidade, mas como força que interfere na política, desafia convenções e, por vezes, precipita tragédias.

Nas cantigas medievais do tempo de D. Afonso III e de D. Dinis, por exemplo, encontramos ecos de um amor cantado e encenado, herdado do ideal do amor cortês, mas frequentemente distante da realidade. A poesia exaltava a devoção e a distância; a vida prática, porém, revelava desejos bem mais terrenos. Entre versos e melodias, coexistiam a elegância cultural e a crueza dos costumes.

Mais tarde, surgem histórias onde o afeto se mistura com o poder. O célebre caso de D. Pedro e Inês de Castro mostra como a paixão podia colidir com os interesses do Reino, com consequências irreversíveis. 

Já o casamento de D. João I e D. Filipa de Lencastre revela um raro equilíbrio entre dever e afeição, perpetuado simbolicamente no túmulo onde permanecem de mãos dadas há séculos.

Outros episódios expõem um amor menos idealizado e mais humano: uniões motivadas por alianças políticas, perdas vividas em silêncio, casamentos repetidos por necessidade dinástica, lutos prolongados ou superados. 

Num mês em que se celebra o amor, este livro convida a uma leitura diferente: menos idealizada, mais lúcida, e, talvez por isso, mais verdadeira. Porque, ao longo da História, amar nem sempre foi simples.

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