Procurar :

Atualmente, esta secção não inclui nenhum conteúdo. Adicione conteúdo nesta secção usando a barra lateral.

Image caption appears here

Add your deal, information or promotional text

Porque é que o mundo não acabou em 2012?

Durante anos, a data de 21 de dezembro de 2012 foi encarada como o dia em que tudo terminaria. Livros, documentários, teorias da conspiração, e até um filme de Hollywood, alimentaram a ideia de que os Maias teriam previsto o fim do mundo. Mas, como nos mostra Uma Breve História do Fim do Mundo, de Tom Phillips, a realidade é bem menos apocalíptica, e muito mais interessante.

A origem do mito está no chamado calendário de Contagem Longa mesopotâmico que assinalava o fim de um ciclo temporal, o décimo terceiro b’aktun. Para os Maias, isso significava apenas a passagem para uma nova etapa, tal como o fim do ano no nosso calendário. Não existia qualquer previsão de destruição global, cataclismos ou colapso da humanidade.

A confusão nasceu após uma leitura moderna e sensacionalista de uma inscrição arqueológica descoberta no México. O texto menciona o fim de um ciclo e a presença simbólica de uma divindade, mas em momento algum anuncia o fim do mundo. Ainda assim, a interpretação apocalíptica ganhou força, alimentada por crenças New Age, leituras religiosas e pelo fascínio contemporâneo pelo desastre.

Como explica Tom Phillips, esta obsessão diz mais sobre nós do que sobre os Maias. Ao longo da História, a humanidade tem repetidamente acreditado estar à beira do colapso final. Guerras, pandemias, crises ambientais ou tecnológicas despertam o mesmo medo ancestral: o de que o nosso tempo está a terminar.

O que o passado nos mostra, porém, é que os fins raramente são absolutos. Civilizações caem, transformam-se, recomeçam. O verdadeiro erro está em acreditar que desta vez é diferente, quando, na verdade, a História é feita de ciclos, não de finais definitivos.

Deixe um comentário

Os comentários serão aprovados antes de serem apresentados.