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Três romances sobre amar, perder e recomeçar.

Há uma coerência emocional na obra de Margarida Rebelo Pinto: O Dia em que Te Esqueci, Diário da Tua Ausência e A Grande Ilusão formam um tríptico literário de retratos de pessoas reais, vidas imperfeitas, dilemas humanos e sentimentos contraditórios.

Em A Grande Ilusão, com várias personagens e pontos de vista, Margarida Rebelo Pinto explora relações disfuncionais, escolhas erradas, traições e frustrações acumuladas ao longo do tempo. Um romance sobre a geração que acreditou que podia ter tudo, e que aprende, muitas vezes tarde, que a felicidade raramente segue um plano.

«Ao que parece, acabamos todos por viver aprisionados numa imensa teia, da qual nem sequer temos consciência. Queremos acreditar que somos livres porque temos o poder de fazer as nossas escolhas, esquecendo ou ignorando tudo o que não podemos escolher e que é tanto. Talvez seja essa a grande ilusão, vivermos condenados, cada um, à sua prisão perpétua interior cuja dimensão nos esmaga a ponto de nem percebermos que existe.»

Em O Dia em que Te Esqueci, a autora constrói um romance intimista em forma de carta, dando voz a uma mulher que amou intensamente e precisou de aprender a largar para continuar a viver. Entre memórias, recaídas e silêncios, o livro reflete sobre a dificuldade de fechar capítulos e sobre a coragem necessária para aceitar que nem todos os amores são recíprocos; e que esquecer pode ser um ato de sobrevivência.

«Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes, volta maior, se o amor foi feliz; outras, regressa feito numa bola de trapos, e é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E, outras vezes, não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar do nosso lado.»

Diário da Tua Ausência aprofunda o tema do amor à distância e da espera. A narradora vive em Lisboa, ele em Londres, e entre encontros breves e separações inevitáveis, nasce uma longa carta onde moram esperança, lamento e saudade. É um romance sobre o que persiste quando a presença desaparece, sobre amar mesmo sabendo que o compromisso pode nunca chegar.

«Todos procuramos um grande amor, não interessa se temos dezasseis, trinta e seis ou sessenta e três anos, não interessa se nascemos ricos ou pobres, inteligentes ou burros. A necessidade da realização pessoal através do amor é uma das maiores verdades universais. Mas a vida vence quase sempre o amor, por isso são muito poucas as pessoas que se podem alegrar com a consumação plena desse sonho.»

Três livros distintos, unidos pela mesma escrita honesta e pela capacidade de falar de sentimentos universais: amar, perder, insistir, desistir e recomeçar.

   

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