Avançar
Descubra os próximos lançamentos. Clique aqui.
Descubra os próximos lançamentos. Clique aqui.
Descubra a ligação entre os Manifestos Rosacruzes e a Declaração Universal dos Direitos do Homem. - Alma dos Livros

Descubra a ligação entre os Manifestos Rosacruzes e a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Celebra-se este ano o 75º aniversário da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foi a 10 de dezembro de 1948 que os Países-Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do ser humano e a observância desses mesmos direitos e liberdades.

Ainda que pouca gente saiba, a verdade é que a Declaração Universal Dos Direitos Humanos (1948) e a sua antecessora, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), tiveram antecedentes na publicação dos “Manifestos” Rosacruzes (nascidos durante o século XVII).

Estes “Manifestos” (publicados pela primeira vez em Portugal no livro Os Manifestos Rosacruzes, com estudo, tradução e notas de Rui Lomelino de Freitas), surgem no sul da Alemanha, no início do séc. XVII, tendo como autores um grupo de filósofos anónimos, que assinava em nome da mítica fraternidade rosacruz.

A ideia era enviar cópias em cinco línguas para todos os chefes de estado, governantes e pensadores da Europa, com o objetivo de dar impulsos novos à espiritualidade, à religião, às ciências e às artes.

A versão rosacruz dos direitos humanos tem como conceito um ser humano espiritual e biológico (um microcosmo) a realizar uma experiência material como uma etapa para uma vida espiritual superior. Esta noção ainda se encontra na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, quando afirma que estes visam “a criação de circunstâncias que lhe permitam progredir espiritual e materialmente e alcançar a felicidade”.

Os três manifestos rosacruzes defendiam o direito às condições e possibilidades necessárias para a integração num processo de desenvolvimento, onde cada um se pudesse ligar diretamente (sem autoridades intermediárias) à natureza espiritual universal, no âmbito de uma civilização global; mote que é aliás desenvolvido por Amos Comenius (conhecido como pai da Pedagogia Moderna), ou o físico Isaac Newton, por exemplo, ambos defensores da utopia rosacruz.

Se é um estudioso do tema ou se têm fascínio por sociedades secretas, não deixe de ler o livro anteriormente citado para saber mais sobre uma tradição com mais de 400 anos de História.

Anterior O que aconteceu durante os anos perdidos de Jesus?
Próximo Agenda 2024: 5 razões para optar pelo papel.

Deixe um comentário

Os comentários devem ser aprovados antes da publicação

* Campos obrigatórios