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Entrevista Robert Bryndza - Alma dos Livros

Entrevista Robert Bryndza

Antes de Dizer Adeus tem elementos diferentes das séries Erika Foster e Kate Marshall. Foi a sua escrita que mudou ou o Robert é que está diferente?

Não acho que a minha escrita tenha mudado, sempre quis escrever coisas diferentes e ter experiências de escrita diferentes. Adoro escrever os meus livros de séries policiais, mas queria escrever algo um pouco diferente e já trazia a história de Antes de Dizer Adeus há algum tempo na minha cabeça, por isso, é uma emoção vê-la publicada!

Estreou-se com um romance, mas foram os policiais que o tornaram conhecido. Como é que tudo começou?

A primeira vez que me lembro de escrever alguma coisa foi quando tinha cerca de sete ou oito anos, na escola. Tínhamos de escrever um poema curto, levantarmo-nos e lê-lo para o resto da turma. Eu escrevi um poema engraçado sobre um vampiro e fiz os meus colegas rirem-se. Lembro-me de que adorei a sensação de comunicar o meu trabalho desta forma. Obviamente, até porque tinha apenas sete anos, não pensava nisso nestes termos. Mas percebi que gostava de escrever!

No entanto, sou de uma pequena cidade na costa leste de Inglaterra e, na altura, não conhecia ninguém na área da edição, nem nenhum escritor, pelo que tornar-me autor parecia tão difícil como tornar-me astronauta. Então, juntei-me ao grupo de teatro da minha escola e canalizei a minha criatividade para a representação. Continuei a atuar em peças durante toda a escola e depois fui para a escola de teatro em Londres e estudei para ser ator profissional. Passei vários anos a trabalhar como ator, ainda que tenha continuado a escrever apenas por diversão. Costumava escrever e-mails para os meus amigos usando diferentes personagens, por exemplo, se eu estivesse numa peça de Shakespeare, ou noutra mais moderna, escrevia aos meus amigos com a voz dessas personagens, só para os fazer rir.

Depois de um longo período de desemprego, um amigo sugeriu-me escrever algo para mim mesmo, que depois também pudesse representar. Comecei a escrever sketches de comédia e a apresentá-los em espetáculos em Londres, até que levei a peça ao festival de Edimburgo.

Foi nessa altura que conheci o meu futuro marido e ele disse-me, certo dia, que eu devia ser escritor e não ator, porque ele acreditava que eu seria mais bem-sucedido como escritor! Passei seis meses a escrever o meu primeiro romance e, felizmente, tudo se desenrolou a partir daí. 

De onde lhe vem o fascínio pelo universo do crime?

O que eu adoro na ficção criminal é o facto de os maus da fita serem sempre apanhados. No mundo real, quando vemos novas histórias sobre crimes terríveis que são cometidos, muitas vezes a pessoa que cometeu os crimes nunca é apanhada. Mas na ficção policial, o detetive consegue sempre descobrir o criminoso e resolver o caso.  

Todos os seus livros têm como imagem de marca capítulos curtos e ambientes sombrios. Esse é o «gancho» que agarra de imediato o leitor?

Penso que isso é uma parte importante da escrita de um bom romance de ficção policial, mas há outros elementos que também são necessários, como uma boa caracterização ou situações credíveis. São estas coisas que realmente nos ligam ao leitor, bem como um ótimo enredo, e muitos sustos!

Os seus livros estão traduzidos em 30 países e tem mais de seis milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Ainda há sonhos editoriais por concretizar?

Sinto-me muito sortudo por poder fazer aquilo que gosto. O meu sonho é poder continuar a escrever todos os dias, e quem sabe fazer nascer mais alguns policiais independentes. Isso seria ótimo!

Que mensagem gostaria de deixar aos leitores portugueses? 

Obrigada por lerem os meus livros, agradeço imenso as mensagens maravilhosas que me enviam e sinto um enorme amor pelos meus leitores portugueses.

E para quando uma visita ao nosso país?

Brevemente, espero.

 

5 perguntas para resposta rápida:

Prato favorito: Pasta

Destino de férias: Espanha

Filme/série: Hacks

Animal de Estimação: Cão

Livro: São tantos que é difícil escolher apenas um!

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