Alanna Jones – Uma Doce Vingança, de Catharina Maura
Alanna conhece demasiado cedo o peso da perda. Primeiro a morte da mãe, ainda na adolescência. Depois, anos mais tarde, o colapso definitivo da única pessoa que lhe restava: o pai. Ela vê-se completamente sozinha, vulnerável e sem chão. Há nela uma fragilidade evidente, uma ingenuidade quase dolorosa, como alguém que nunca aprendeu verdadeiramente a proteger-se do mundo. Mas é precisamente nessa vulnerabilidade que Alanna ganha força emocional. Entre segredos, manipulações e uma herança construída sobre mentiras, tenta perceber quem é quando tudo aquilo em que acreditava desaparece.
Debbie – Querida Debbie, de Freida McFadden
Durante anos, Debbie foi a voz sensata. A mulher que respondia a cartas alheias com empatia, equilíbrio e conselhos razoáveis. Mas por trás da fachada controlada acumulava-se uma raiva silenciosa. Entre filhas adolescentes, um casamento desgastado e uma vida que ameaça desfazer-se, Debbie começa a cansar-se de ser compreensiva para toda a gente menos para si própria. O fascinante nela é precisamente essa transformação: a passagem da mulher correta para alguém capaz de tomar decisões imprevisíveis, moralmente duvidosas e até perigosas. Debbie mistura humor negro, inteligência e uma fúria muito contida durante demasiado tempo.
Rainha D. Maria II – A História Secreta dos Reis de Portugal, de Pedro Rabaçal
«Nem fraca, nem submissa, nem cobarde, a segunda e última rainha de Portugal não envergonhou o belo sexo.» Inteligente, firme e dotada de um forte sentido de autoridade, soube impor-se num contexto político profundamente masculino. Fora da formalidade da corte, revelava também uma personalidade viva: gostava de cantar, tinha um sentido de humor sarcástico e não hesitava em lembrar ao próprio marido quem ocupava verdadeiramente o trono. Mãe de onze filhos, enfrentou sucessivas gravidezes com uma resistência quase estoica. «Se eu morrer, morro no meu posto», dizia. E talvez seja essa frase que melhor resume a última rainha de Portugal: uma mulher que nunca confundiu delicadeza com submissão.
Kay Sharp – Série Kay Sharp, de Leslie Wolfe
Kay Sharp é o tipo de mulher que entra numa sala e observa primeiro aquilo que os outros preferem ignorar. Ex-profiler do FBI, regressa à sua terra natal marcada por um passado traumático e pela memória de uma tragédia familiar que nunca conseguiu ultrapassar. Introvertida, obsessiva e emocionalmente ferida, move-se entre cenas de crime com uma precisão quase inquietante. O que a distingue não é apenas a inteligência ou o instinto para reconhecer padrões sombrios, mas a recusa em desviar o olhar da violência humana. Kay é resiliente sem ser invencível, determinada sem perder as falhas que a tornam profundamente humana.
Série Kay Sharp, de Leslie Wolfe













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